segunda-feira, 27 de junho de 2011

Curso de Teramai Reiki


Teramai Reiki

Ministrado pelo Reikimaster e Psicoterapeuta Dr Abnézer Lima da Silva
Sábado, 9 de Julho · 08:00 - 17:00
Localização
Rua Siqueira de Moraes 314- Jundiaí SP
Criado por
Abnezer Lima
Mais informações
Engloba os conhecimentos do Reiki Tradicional de Mikao Usui e Do Sistema Karuna e Teramai Reiki e outras técnicas de Auto Ajuda e ao Próximo.

Impotência Sexual

Nós podemos classificar as causas da impotência, ou disfunção erétil, em dois grupos:

Causas puramente psicológicas (10% de todos os casos), e
Causas puramente orgânicas (90% de todos os casos).
Causas Psicológicas

Existem muitas razões para uma causa puramente psicológica ou orgânica da impotência. Ela pode começar abruptamente, geralmente após um grande trauma psicológico. Ou, ela pode se instalar gradualmente como resultado da depressão, ansiedade e estresse crônico. Além disso, em muitos distúrbios mentais, a libido sexual e a potência podem estar afetadas.

Por outro lado, existe uma situação muito comum, que afeta no mínimo uma vez todos os homens adultos, particularmente, aqueles envolvidos em relações sexuais casuais, a qual é chamada de "ansiedade de performance", ou medo de falhar. Muitas sociedades esperam do homem um papel sexual agressivo, e consideram que a falha em executá-lo é vergonhosa. Então, a auto-estima do homem pode ser afetada por uma impotência ocasional, e isto pode conduzir à ansiedade e inibição de reflexos sexuais.

Falhas ocasionais na performance também são encontradas em muitas outras situações. Elas podem ser, por exemplo, uma simples falta de diálogo com o parceiro sexual, um atrito conjugal (por ex., após uma briga), a presença de elementos perturbadores no ambiente, tais como barulho ou luz, uma diminuição temporária na libido sexual, devido a fadiga ou preocupações, ou medo de ser pego em relações ilícitas.

Uma questão importante feita pelos médicos para determinar a causa da impotência, é se o paciente frequentemente acorda com ereção. Ereções "matutinas" são psicológicas, e estão relacionadas aos mecanismos de suprimentos do sangue durante o sono, e não na excitação sexual. A presença destas ereções geralmente significam que a principal causa pode não ser orgânica. Usando um anel de selos de correio colados ao redor do pênis flácido durante a noite, é uma maneira simples de se detectar se ereções ocorrem durante o sono (o anel rompido pela manhã é uma prova.)

Entretanto, os fatores psicológicos também estão presentes quando a causa da impotência é puramente orgânica. A incapacidade de alcançar ereção nestes casos aumenta a ansiedade e o medo de não conseguir ter ereção.

Causas Físicas

Existem muitas causas físicas para a impotência temporária ou crônica, as quais podem se estender desde as mais curáveis ou preventivas, até as causas mais severas, as quais não podem ser curadas sem medidas invasivas ou radicais, tais como a cirurgia.

As seguintes causas são bem conhecidas e estudadas:

Problemas com o suprimento de sangue do pênis
Efeitos colaterais de drogas e medicamentos
Distúrbios do sistema nervoso
Distúrbios hormonais
Danos estruturais do pênis
Outras doenças, complexas e multissistêmicas
Doença Vascular Periférica

Esta é a causa mais comum da disfunção erétil, porque está correlacionada com muitas doenças sistêmicas que afetam os vasos sanguíneos da região genital, direta ou indiretamente. Doenças crônicas, tais como diabetes mellitus, colesterol alto e outras, levam a destruição das paredes contráteis das veias, ou provocam endurecimento, estreitamento ou bloqueio das artérias que chegam ao pênis. Como explicado na Seção "O Processo de Ereção do Homem", neste número de Cérebro & Mente, a ereção do pênis acontece quando o sangue, carreado pelas artérias do pênis, entumesce os corpos eréteis feitos de tecido esponjoso. Qualquer falha neste mecanismo de preenchimento, tal como o estreitamento das artérias e placas ateroscleróticas, podem conduzir a uma insuficiência erétil. A ereção é mantida por um aprisionamento fisiológico do fluxo de sangue acumulado no pênis, via vasos sanguíneos. Qualquer falha neste mecanismo (relaxamento do sistema vascular do pênis) resulta em ereções menos rígidas or incapacidade em mantê-las pelo tempo suficiente para completar o coito.

Insuficiência vascular é talvez a causa que se correlaciona melhor com a idade. Geralmente, a impotência causada por fatores vasculares parece aumentar lentamente ao longo dos meses ou anos, primeiro causando uma diminuição na firmeza das ereções, para finalmente tornar-se o fator preponderante

A abordagem diagnóstica para a doença vascular é investigá-la com ultrassom, através de um método chamado cavernossonograma Doppler, o qual é capaz de desenhar a imagem colorida do fluxo sanguïneo no pênis.

Medicações e Drogas

Mais de 200 medicamentos do receitu´rio médico são conhecidos por afetar a função erétil no homem. De fato, existem tantos, e para tantas condições, que isto deve ser uma das principais causas provocadoras da impotência orgânica. Algumas destas drogas promovem impotência por atuar no sistema nervoso central. Outras afetam a intensidade do suprimento sanguíneo do pênis, ou promovem ralaxamento dos vasos sanguíneos. Entre elas estão:

Medicamentos usados para tratar hipertensão arterial (pressão alta), tais como espironolactona e diuréticos a base de tiazida, bem como beta-bloqueadores
Medicamentos usados para tratar depressão (antidepressivos) e ansiedade (ansiolíticos), tal como fenotiazina.
Medicamentos usados para tratar distúrbios neurológicos, tais como doença de Parkinson e outras.
Medicamentos usados para tratar problemas gastrointestinais, tal como a cimetidina
Medicamentos usados para tratar alergias
Além disso, o abuso de substâncias, tais como álcool, tabaco, cocaina e outras é a maior causa de impotência nos dias de hoje. É irônico que estas substâncias de abuso são consideradas afrodisíacas, quando tomadas em pequenas quantidades. De fato, um cálice de vinho durante um encontro romântico pode "soltar" inibições e diminuir a ansiedade de performance ou outros fatores psicológicos inibidores explicados acima.

Um ansiolítico leve pode causar o mesmo efeito. Alguns fumantes ficam mais calmos ao desfrutarem lentamente um cigarro, cachimbo ou um charuto. Para algumas pessoas, a poderosa sensação de bem-estar que acompanha a injestão de cocaína, metanfetaminas e outras drogas, pode atuar como excitante sexual. Entretanto, o abuso crônico e altas doses têm o efeito oposto.

Mais de 80 % dos alcoolatras sofrem de impotência sexual crônica. Estudos científicos têm mostrado que fumantes crônicos têm danos importantes no seu sistema suprimento sanguíneo genital.

Dano Neurológico

Doenças nervosas ou danos aos nervos que controlam o processo de ereção estão entre as causas mais comuns de impotência.

O grande aumento na incidência de hiperplasias e de câncer da próstata nas últimas décadas é um dos maiores culpados. A cirurgia da próstata danifica os nervos em mais de 80 % dos casos. Parte destes pacientes recuperam a função sexual, completa ou parcialmente, após um ano ou mais, mas a maioria permanece impotente por toda a vida. A terapia por radiação do câncer de próstata, ainda que menos traumático, também tem um efeito sobre a potência sexual. Outras cirurgias pélvicas podem ter um efeito deletério da ereção.

Outra causa da impotência é o trauma na virilha. Esta é mais comum do que imaginamos, particularmente em alguns esportes. Recentemente, um grupo de pesquisadores desvendou que o fato de que andar de bicicleta pode ser a maior causa da impotência, porque fortes golpes do períneo (o triângulo entre o ânus e a base do escroto) contra a barra frontal da bicicleta são muito danosos. Ainda precisa ser comprovado se o trauma constante, de baixa intensidade causado pela frição do períneo contra o assento poderia também ser responsável pela disfunção erétil.

Algumas doenças nervosas afetam fortemente a capacidade de alcançar a ereção, porque elas atuam sobre estruturas cerebrais que são responsáveis pelo controle central do impulso sexual e sua performance. Elas são: doença de Parkinson e outras doenças do sistema motor, derrame, esclerose múltipla, alguns tumores do cérebro e da glândula hipófise, e epilepsia. Injúrias na medula espinhal ou nervos que vêm ou vão à area genital, é claro, também são muito comuns, tais como na compressão do disco vertebral e injúrias traumáticas, tais como paraplegia e tetraplegia, ou em paralisia regional.

Danos Estruturais do Pênis

Existem doenças menos comuns, entre elas, fibrose do tecido do pênis, causadas por doenças orgânicas, doença de Peyronie (ela leva a um encurvamento anormal do pênis) e cistos e tumores.

Distúrbios Hormonais

Aproximadamente 5 a 10 % da população masculina sofre de algum tipo de distúrbio hormonal. O mais comum, que também se correlaciona com a idade, é uma constante diminuição nos níveis de testosterona, o principal hormônio sexual do homem. Ela tem provavelmente alguma coisa a ver com a diminuição na capacidade das células testiculares em sintetizar o hormˆnio. Este fenômeno levou alguns especialistas a pronunciarem que existe um tipo de "menopausa" para o homem, não tão drástica como para a mulher, a qual foi chamada de andropausa. Ainda que isto seja controvertido, o fato permanece que muitos precursores metabólicos da testosterona (substâncias usadas pelo corpo no processo de síntese) tais como DHEA (dehidroxiepiandrosterona), diminui significativamente com a idade.

A diminuição de testosterona tem sido associada com a diminuição na libido sexual e performance, porque os circuitos cerebrais e os tecidos do pênis são dependentes destes níveis de hormônios (entretanto, uma porcentagem significativa de homens com baixos níveis de testosterona permance com performance sexual inalterada). Quando baixos níveis de testosterona afetam as caraterísticas sexuais primárias e secundárias (por exemplo, quando o crescimento da barba é consideravelmente lento, ou existe perda de pelos no peito ou na pelve, ou mesmo a atrofia dos testículos e pênis, e um aumento na região das mamas chamado ginecomastia), nós dizemos que existe uma condição chamada hipogonadismo (de gônadas, ou glândula sexual). Existem dois tipos de hipogonadismo:

Hipogonadismo primario, causado por uma doença nas céluas produtoras de testosterona
Hipogonadismo secundário, causado por uma doença ou disfunção nos sistemas que controlam a produção de testosterona, como a hipófise.
A forma mais comum de hipogonadismo secundario é chamado de hipogonadismo hipogonadotrófico, porque existe uma diminuição demonstrável nos níveis de FSH (Hormônio Folículo Estimulante), também chamado de hormônio gonadotrófico, que é produzido pela glândula hipófise. O hipogonadismo primário, em contraste, tem níveis normais ou até aumentados de FSH.

Outra condição que pode freqüentemente levar à impotência sexual é chamada de hiperprolactinemia, que é um aumento anormal de outro hormônio produzido pela hipófise, denominado prolactina. Nas mulheres, a prolactina é responsável por estimular as glândulas mamárias para produzir leite. Os homens normalmente têm níveis baixos de prolactina, mas em algumas doenças eles podem estar aumentados, tais como em um tipo de tumor benigno chamado prolactinoma.

Nos exames diagnósticos feitos para diagnosticar as causas da impotência sexual, o médico normalmente pede testes de laboratório destinados a medir o nível de testosterona, FSH e prolactina. Simultaneamente, niveis baixos de testosterona e FSH significam um diagnóstico de hipogonadismo hipogonadotrófico, Hiperprolactinemia está também muitas vezes associada à esta condição.






























































(Extraido)

Cancer de mama

Acabei de me lembrar do aniversário de uma amiga que foi vitimada pelo Câncer de mama! A Sonia era uma pessoa alegre, cheia de vida, tinha muitos planos para sua vida!!
Infelizmente a doença falou mais forte!

Deixo aqui meu apelo às mulheres para que façam exames preventivos, e assim tenham uma saúde perfeita!!

No Brasil o Câncer de Mama é a primeira causa de morte em mulheres, na maioria das suas regiões geográficas e, em 2005, são esperados 49.470 novos casos, com um risco estimado de 53 casos para cada 100.000 mulheres. A incidência do Câncer de mama teve um crescimento continuo na última década, o que pode ser justificado pelas profundas mudanças sócio-econômico-culturais e demográficas da população e maior acesso aos serviços de saúde. Seu prognóstico é muito bom, quando diagnosticado nas fazes iniciais, com possibilidade de até 90% de cura e, mesmo quando o diagnóstico não é tão precoce, novas terapias têm possibilitado a convivência com a doença, através de uma boa qualidade de vida e sobrevida. A causa exata do câncer de mama continua sendo muito discutida e pesquisada, entretanto é sabido que o seu risco aumenta proporcionalmente com o aumento da idade da paciente.
FATORES QUE AJUDAM NA PREVENÇÃO E DETECÇÃO PRECOCE DO CA. DE MAMA

1- Ingestão de alimentos ricos em Vit. A, C e E e pobres em gorduras, controlando, dessa maneira, a obesidade:

2- Hormonioterapia, apenas com indicação e acompanhamento de um médico especialista dessa área;

3- Exame médico anual, mamografia periódica e auto-exame da mama mensal;

4- Atividade física.

5- Não fumar e não beber.

ATENÇÃO: A mulher, em qualquer idade, deve participar, de maneira efetiva, não só no processo de detecção precoce do tumor de mama, mas de todo e qualquer processo que lhe proporcione melhor condição de vida, bem-estar e saúde. Ela deve ter compromisso consigo mesmo e questionar todas as suas dúvidas e discutir o seu potencial de risco para a doença, saber quando começar o seu check up, e com que freqüência repeti-lo. Vale ressaltar que mulheres com 40 anos ou mais, devem fazer a mamografia a cada 1 ou 2 anos. Infelizmente no Brasil, a cobertura da população feminina pela mamografia ainda é insuficiente o que faz do auto-exame de mama, um método muito utilizado e difundido em todo o País. O auto-exame da mama é um processo simples, que deve ser realizado mensalmente, após a menstruação. Mulheres menopausadas devem fazê-lo sempre no mesmo dia de cada mês, para fins comparativos. Peça ao seu médico ou a qualquer profissional da saúde habilitado, que lhe ensine o método correto do auto-exame da mama, que nada mais é do que um toque de amor e esperança.

SINAIS DE ALERTA:

1- Presença de nódulos ou caroços na mama ou na área da axila;

2- Alteração no tamanho e forma da mama;

3- Secreção ou inversão do mamilo

4- Alteração da aparência de pele, que pode adquirir aspecto em casca de laranja;

5- Alteração da aparência ou sensibilidade da pele da aréola ou mamilo - calor, vermelhidão, coceira, descamação -

ATENÇÃO: Ter um ou mais desses sintomas acima, não significa ter Câncer, mas é importante consultar um médico especialista, para afastar ou não a possibilidade de um diagnóstico positivo. Em caso de diagnóstico positivo, o tratamento deve ser iniciado o mais breve possível, através de um médico oncologista, com especialidade em mastologia.

Lembre-se, Câncer não é contagioso.

O paciente em tratamento, precisa, antes de mais nada, da presença efetiva dos amigos e familiares, carinho, apoio espiritual, amizade, solidariedade e aconchego.

domingo, 25 de abril de 2010

Questionamentos

Voltaire (16941778), flósofo francês, foi um árduo defensor das liberdades, inclusive da liberdade religiosa. Suas ideias infuenciaram pensadores da Revolução Francesa. Escritor político, usava suas obras para criticar as instituições francesas e a Igreja Católica

Aquele que não aceita questionar sua fé e sua religião perdeu esta capacidade inerente a todo homem: o pensar







Embora pareça óbvio que as consequências de um terremoto (ou mesmo de uma enchente, furacão ou outros desastres naturais) são inseparáveis do tipo de sociedade na qual ocorre o desastre, essa era uma ideia totalmente nova no século XVIII.
O fanatismo religioso era e é o pior inimigo da razão “a carcereira impiedosa da razão”. Essa ideia foi sustentada na polêmica em defesa da Encyclopédie, de Diderot e de D’Alembert, contra católicos conservadores. Em 1758, quando a obra desses pensadores sofria fortes retaliações, Voltaire exortava dizendo a estes para lançarem-se “contra a canalha”, aniquilando seus sofismas, seus absurdos, suas vãs declarações. A “canalha”, exortada por Voltaire, eram os padres acusados de “fechar a razão humana nas cadeias do dogma”. No entanto, havia uma exceção: os padres céticos, que liam e admiravam Voltaire.

A obra de Jules-Eugène Lenepveu (1819-1898), retrata Joana d’Arc, mártir francesa, heroína da Guerra dos Cem Anos, sendo queimada viva ao ser condenada por heresia e bruxaria. Mais tarde, a igreja reconheceu sua inocência e a beatifcou







OPRESSORES DA RAZÃO

Os padres eram considerados opressores da razão e dos sagrados direitos. No Dicionário filosófico, Voltaire não lhes perdoa as ofensas à razão. Escreve: “quando um padre diz ‘Adorai a Deus, sede justo, indulgente e bondoso’, é um bom médico. Quando diz ‘acreditai em mim ou sereis queimado’, é um assassino”. De imediato, somos levados a pensar que Voltaire odiava o clero com toda sua ira, mas não é bem isso. Voltaire não suportava a forma com que o clero pregava o cristianismo. Conta que na França, um cura chamado João Meslier, ao morrer, pediu perdão a Deus por ter ensinado o cristianismo a seus paroquianos. Essa confissão mostra como a prática do cristianismo era cruel e abusiva, pois, além do clero não temer a Deus, usava o nome de Deus para sufocar e instigar as pessoas contra outras seitas.O pior de tudo é que isso ainda vem sendo pregado nos dias de hoje, onde sermões usando se a Bíblia em textos fora de contextos para se criar um pretesto para se fazer uma lavagem cerebral na pessoa e assim a deixar com sentimento de culpa que só determinada comunidade poderá dar a salvação, ou seja se dizem instrumentos e representanmtes de Deus aqui na Terra para lhes dar a salvação!


Um Terremoto ocorrido em Lisboa, em 1755, que deixou cerca de 30 mil mortos. A Igreja disse ser uma punição divina contra pecadores da cidade e Voltaire se revoltou contra essa explicação

A intolerância mais bárbara entre os cristãos, sem dúvida, dava-se na França. Eram os próprios cristãos os perseguidores, os carrascos e os assassinos dos próprios irmãos. Destruíam cidades com crucifixo ou Bíblia na mão, sem cessar de derramar sangue e acender fogueira. Contudo, essa era uma prática que não se dava em todos os países da Europa. Se muitas destas barbáries foram encabeçadas pelo clero francês, padres católicos de nenhum outro país protestante agiam assim, segundo Voltaire, dando como exemplo os padres da Inglaterra e da Irlanda que ali viviam pacificamente. A indignação estava na tentativa de encontrar uma resposta ao porquê de sua nação ser sempre a última a abraçar as opiniões saudáveis dos outros países.

Para Benjamim Franklin, “o jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão”. De fato, os homens precisam exercitar a razão, e não aceitar seus dogmas de forma fanática e cega. O raciocinar pela metade só leva ao fanatismo e falsas superstições, pois aquele que não aceita questionar sua fé, seus dogmas e sua religião, perdeu esta capacidade inerente a todo homem: o pensar. Este homem passa a ser um indivíduo que apenas repete “verdades” reveladas, por mais absurdas que sejam. A humanidade ainda tem muito para avançar se destruir de vez o fanatismo religioso de seu interior, que tanta desgraça e destruição tem trazido ao mundo.

Intolerancia Religiosa

Como defende Voltaire, a religião pode ser uma espécie de freio para a humanidade ao evitar que o homem cometa uma série de crimes por medo do castigo divino. Por outro lado, ela também pode provocar barbaridades e destruição ao propagar a intolerância. Isso ocorre quando há a aceitação de dogmas religiosos sem um questionamento racional. A seguir, listamos algumas atrocidades cometidas em nome da fé:


Giordano Bruno

Catolicismo e a Inquisição

A igreja católica punia com penas que variavam do confsco de bens até a morte – às vezes na fogueira – aqueles que negavam, segundo a visão católica, os ensinamentos de Cristo e a doutrina da igreja, ferindo a ortodoxia. Essas punições fcaram conhecidas como Inquisição ou Santa Inquisição. Os primeiros Tribunais da Inquisição surgiram no século XII e só tiveram o fm formal no século XIX. O herege precisava sempre ser eliminado publicamente. Entre as vítimas famosas da Inquisição está Giordano Bruno (1548-1600), flósofo e frade dominicano que foi condenado à morte na fogueira por defender a teoria heliocêntrica de Copérnico.

Islamismo e Terrorismo

A guerra santa islâmica, conhecida como Jihad, já fez milhões de vítimas pelo mundo em nome da fé. Ela é um dos cinco pilares do islamismo e procura converter o maior número de pessoas para sua religião. De acordo com a crença religiosa, quem morre na Jihad é enviado diretamente ao paraíso, sem ser punido por seus pecados. O aspecto sanguinário da Jihad é ligado aos homens-bomba e aos atos de terrorismo contra o Ocidente. Mas há controvérsias se eles de fato fazem parte da Jihad. Questiona-se se ela só pode ser travada para defender fsicamente seus féis ou se pode ser aplicada para recuperar terras que já pertenceram aos muçulmanos e para defender o Islã contra infuências que corrompem a religião.


Shiva, deus hindu

Hinduísmo e Discriminação

O hinduísmo divide a população em castas de acordo com a origem familiar. Os Dalits não pertecem às castas e, por isso, vistos como impuros e são altamente discriminados. Por séculos, os Dalits viveram à margem da sociedade indiana, situação que está um pouco mudada, mas o preconceito ainda existe. Gandhi foi um grande defensor dos Dalits, lutando contra a discriminação que o sistema de castas provocava.


Judeus no Yom Kipur, de Maurycy Gottlieb

Judaísmo e Perseguições

Judeus já perseguiram e foram perseguidos em decorrência de sua fé. O cristianismo começou como uma seita do judaísmo e, portanto, os primeiros cristãos foram perseguidos por heterodoxia. Jesus Cristo e os apóstolos foram vítimas, segundo a Bíblia. Com a conversão de Constantino I, o primeiro imperador romano a reconhecer a religião cristã, foram os judeus que passaram a ser perseguidos. À parte desta história, não se pode esquecer o massacre de judeus perseguidos pelo regime nazista de Adolf Hitler.

Doutrinas e realidade

O comportamento sexual da humanidade, ao menos no Ocidente, não foi mais o mesmo depois da década de 1960. Uma série de acontecimentos concentrados neste período – como o surgimento da pílula contraceptiva, o movimento hippie e o Woodstock – pavimentou o caminho para o que fcou conhecido como “Revolução Sexual”, com maior tolerância ao sexo fora do casamento, à homossexualidade, ao erotismo e a uma série de questões que envolvem a liberdade sexual.

Se por um lado o comportamento da humanidade mudou, por outro alguns dogmas religiosos continuaram intactos. Daí vêm confitos cotidianos e muita polêmica. No início deste ano, por exemplo, a Igreja Católica se viu envolvida em dois escândalos. Em um deles, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, defendeu a excomunhão dos responsáveis pelo aborto de uma menina de 9 anos que havia sido estuprada pelo padrasto e estava grávida de gêmeos. A Igreja Católica condena o aborto em qualquer circunstância por acreditar que a alma passa a existir no novo ser a partir do momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozoide.

Outra polêmica ocorreu na visita do papa Bento XVI à África, região do planeta mais afetada pela Aids. Ele declarou que a distribuição de preservativos não era a forma correta de combater a disseminação do vírus HIV. A Igreja Católica condena o uso de camisinha e encoraja a abstinência sexual como forma de combater a disseminação da doença.

Evangélicos também se confrontam com a realidade atual, já que defendem ser o sexo aceito por Deus apenas entre um homem e uma mulher, casados, e para gerar flhos.
Porém estudos científicos comprovam que as pessoas que negam sua sexualidade e seus desejos podem somatizar no proprio corpo os recalques que advem do desejo não realizado, levando inclusive a estados de deficiencias mentais.
A religião sem razão
Apesar de criticar a intolerância religiosa, Voltaire acredita que a crença é importante para a sociedade. Mas a aceitação de seus dogmas sem questionamento levou o homem ao fanatismo, à barbárie e à destruição



“A crença forte só prova a sua força, não a verdade daquilo em que se crê” NIETZSCHE

Muitas pessoas concordam com a ideia propagada de que “religião não se discute”. De fato, não se discute a convicção de cada um, mas é possível entender o significado das religiões e da busca constante do sentido da vida pelo ser humano. Com base em registros históricos, sabe-se que o ser humano se relaciona com a dimensão divina há milhares de anos.

No entanto, o relacionamento humano com o divino já proporcionou capítulos de horror ao longo da história. E um dos mais intrigantes e sanguinários ocorreu na Europa, mais precisamente na França, entre os séculos XVI e XVIII. Nessa época, arrogava-se normalmente o direito de atormentar homens por suas crenças. Dentre as vítimas, os mais dignos de pena eram seguramente os protestantes.

François-Marie Arouet, o filósofo francês conhecido como Voltaire (16941778) vivenciou este período e alargou inúmeras reflexões sobre a tolerância. Humanista liberal, defensor da justiça, estabelece um combate à intolerância e ao fanatismo, pela análise de vários exemplos de perseguições.

O filósofo condena claramente as lutas religiosas quando afirma que “esta horrível discórdia, que dura há tantos séculos, constitui a lição bem expressiva que devemos perdoar-nos mutuamente os nossos erros; a discórdia é o grande mal do gênero humano e a tolerância seu único remédio” (Dicionário filosófico, 1973, p.298). Mais que uma reflexão analítica, a participação de Voltaire na construção da tolerância como valor moral se deve à defesa radical da condição humana. Ele diz que devemos nos tolerar porque somos fracos, inconsequentes e sujeitos ao erro e à mutabilidade.



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Aprovação do Estatuto Social da Companhia de Jesus, obra de Johann Handke. Voltaire criticava as religiões que pareciam ter como único objetivo garantir um trono a seus pontífces, ainda que fundado na miséria ou no sangue do povo

O ponto de partida escolhido para sua campanha contra a perseguição religiosa foi o ocorrido na noite de 13 de outubro de 1761, em Toulouse, em que um pai, juntamente com sua família, é condenado pelo enforcamento do próprio filho que apenas pretendera converter-se ao catolicismo numa terra de católicos, contra a vontade de um pai calvinista. Tempos depois, este homem é torturado, quebrado vivo, estrangulado e atirado numa fogueira ardente Supostamente, aos olhos do parlamento local, fazia-se justiça ao assassino.

Infelizmente este caso não difere de vários outros casos ocorridos, nem sequer pelo fato, de anos mais tarde, a França ter reconhecido a inocência do condenado Jean Calas, um bom homem, trabalhador e respeitado pela comunidade. O que se tornou digno de registro não foi exclusivamente o erro da justiça ou o horror na prática de tortura, mas aquilo que motivou a condenação de um homem inocente: a intolerância religiosa. De todas as religiões, a cristã, segundo Voltaire, é a que deveria inspirar mais tolerância, embora os cristãos tenham sido os mais intolerantes de todos os homens. Todo o empenho é para que haja tolerância religiosa no ímpeto da Cristandade, e que os diferentes cristãos saibam tolerar-se uns aos outros.

Durante o exílio na Inglaterra, Voltaire ficara admirado com o pluralismo religioso ali instituído, em contraste com a situação francesa. Alguns anos antes do seu nascimento, a religião reformada era proibida no reino da França, e foi somente em 1787 que Luís XVI decidiu promulgar um “edital de tolerância” em favor dos súditos que não pertenciam à religião católica. É neste ambiente de intolerância religiosa que Voltaire cresceu, alimentando uma profunda antipatia pelo fanatismo. Seu grande objetivo apontava para um pluralismo religioso, argumentando que, quanto mais seitas houver, menos perigosa cada uma será, pois a multiplicidade as enfraquece: “Se entre nós houver duas religiões, hão de cortar-se o pescoço; se houver trinta, viverão em paz”.

O empenho é para que haja tolerância no ímpeto da Cristandade, e que os diferentes cristãos saibam tolerar-se uns aos outros





Na imagem, a execução de um inca. Com a descoberta da América, os espanhóis proibiam as religiões nativas e mpuseram o cristianismo. A intolerância levou a humanidade a cometer crimes bárbaros

Apesar de seus ataques muitas vezes violentos contra algumas religiões, Voltaire não era ateu. O filósofo detestava o ateísmo e culpava o dogmatismo cristão e a superstição de muitos crentes pelo aumento da quantidade de ateus. Ele entendia que era melhor o ser humano ser subjugado por todas as superstições possíveis, desde que não causasse barbárie alguma, do que viver sem religião. O homem sempre teve a necessidade de um freio e, mesmo que tenha sido ridículo fazer determinados sacrifícios, era mais plausível e útil adorar essas imagens fantasiosas da divindade do que viver sem acreditar em nada. “Um ateu polêmico, violento e robusto seria um flagelo tão funesto quanto um supersticioso sanguinário” (Tratado sobre a tolerância).









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FREIO DIVINO

A religião é necessária em qualquer lugar que houver uma sociedade estabelecida, pois enquanto as leis reprimem os crimes conhecidos, de um lado, do outro a religião se encarrega dos crimes secretos. Quando o homem não tem noções claras e sadias da divindade, as ideias falsas ocupam seu lugar – como durante épocas infelizes que se fazia comércio com moeda falsa na falta da verdadeira – e temem cometer qualquer ato hediondo com medo de uma punição divina.

Se levarmos em conta o fato da necessidade da religião, do homem reverenciar o sobrenatural para buscar compreensões e um sentido à própria vida, qual é o motivo de se lançar ao fanatismo que leva à destruição, à morte e à intolerância ao próximo? “Um homem que recebe sua religião sem exame não difere de um boi que atrelam”. (O túmulo do fanatismo). Examinar, questionar, é um dever de qualquer um que respeita a razão. Seguir uma crença somente porque é a crença dos pais seria um tremendo engano. Quando se questiona quantos filhos de cristãos são muçulmanos, ou quantos filhos de muçulmanos são cristãos, tem-se uma clara noção de como o puro acidente geográfico ao nascimento exerce enorme influência na crença religiosa.